É um artista alegretense cujas esculturas poéticas em arame e ferro encontram ressonância na natureza, nos animais e as pessoas. Suas obras e poesias compõem coleções que dialogam com o cotidiano, as emoções e as vivências . Seu trabalho captura a tensão silenciosa entre força e vulnerabiledade, onde um material rígido é moldado em gestos de suavidade, graça e emoção.
Iniciou sua jornada artística pela escultura e pela pintura, mas, com o tempo, a escultura tornou-se sua linguagem mais profunda. O arame, com toda a sua resistência e memória, tornou-se uma forma de desenhar no espaço. Cada peça é moldada a mão, sem esboço, permitindo que a forma emerja gradualmente por meio do movimento e do toque. Seu processo permanece profundamente pessoal. Cada obra começa de maneira simples, com uma linha, um gesto e a lenta descoberta de algo verdadeiro.
Hoje, Rudiero Gonçalves desenvolve coleções que valorizam espaços residenciais, corporativos, museus e galerias, oferecendo obras que combinam sofisticação, identidade e expressão artística.
"Minha primeira escultura foi aos 8 anos de idade. Era a cabeça de cavalo. Eu estava em uma propriedade rural, na casa de meus tios, quando avistei, em uma grande pilha de lenha, uma que se parecia com o pescoço de um cavalo foi quando fui atraído a esculpir a cabeça de um cavalo. Desde então, nunca mais parei. Utilizando materiais que muitas vezes já não tinham utilidade, eu criava e dava forma, imerso na criatividade e na arte".